Representantes do setor privado de saúde do Paraná reúnem-se neste sábado de manhã, em Londrina, para produzir documento com as reivindicações a serem apresentadas aos candidatos ao governo estadual. A iniciativa é da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Paraná (Fehospar), entidade formada por 17 sindicatos regionalizados e que representam quase 5mil empresas de saúde. Juntas, geram perto de 50 mil postos de trabalho. Os dirigentes do setor esperam obter de Roberto Requião e Osmar Dias posição de compromisso sobre algumas das principais dificuldades que comprometem a atenção à saúde da população. Uma das preocupações reside na área de assistência psiquiátrica, com os hospitais prestes a suspender o atendimento.
Para o encontro, que vai ocorrer no Hotel Bourbon, foram convidados presidentes e diretores de todos os sindicatos integrantes da Federação. A coordenação será do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde de Londrina e Região, presidido pelo médico Fahd Haddad. Esta será a primeira vez na história da Fehospar que se realiza reunião dos Sindicatos fora da Capital. Arthur Leal Neto, presidente da instituição, diz que, além de se buscar a descentralização das ações, há a intenção de facilitar a participação do maior número de dirigentes do interior para se traçar o real perfil da saúde paranaense.
Todos os diretores das entidades estão convocados para a reunião, que terá início às 10h30 e será encerrada às 13h. Também diretores de estabelecimentos de saúde podem oferecer suas sugestões no encontro, que terá em pauta outros assuntos de relevância para o setor, em especial noque se refere à prestação de serviços aos sistema público e suplementar. Esta será a segunda reunião da nova diretoria da Federação, empossada no final de agosto. O primeiro encontro ocorreu em Curitiba, no dia 1.º de janeiro e teve a intenção de definir estratégias de ação. Confira abaixo a notícia:
Reunião define estratégias de ação
A Fehospar realizou em 1.º de setembro, dia seguinte à posse da nova, a primeira reunião extraordinária para tratar de estratégias de atuação para o mandato de três anos. O encontro ocorreu na sede da Federação e teve a participação de diretores da entidade e também representantes de alguns dos sindicatos filiados, além de funcionários, sob a coordenação do novo presidente, Arthur Leal Neto.
O primeiro item da pauta envolveu a análise de contábil e financeira não só da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná como também do Sindipar e da Associação dos Hospitais do Paraná, instituições que dividem as mesmas estruturas físicas e funcionais. Lembrando o compromisso firmado pela nova diretoria, o presidente Arthur Leal Neto realçou que haverá total transparência nas ações e nas contas da entidade, contando para isso com o incondicional aval também do presidente do Sindipar e Ahopar, Renato Merolli.
Uma das decisões é a de que Federação construa um sistema de informação mais eficiente para sindicatos e empresas de saúde, em especial nas áreas jurídicas e financeiras. A descentralização de decisões, constituições de grupos de trabalho para ações específicas e reuniões nas cidades do interior foram outros aspectos acordados entre os diretores, que definiram a realização em Londrina da primeira das reuniões itinerantes nos sindicatos.
A reforma estatutária também foi definida e deve se consolidar no próximo ano. Entre as preocupações estão a de condições mais favoráveis para que possa conciliar a ampliação do quadro associativo e de contribuições, com reflexo no fortalecimento da representatividade e na prestação de serviços aos estabelecimentos de saúde, o que inclui uma preocupação com o acompanhamento de normativas legais relacionadas a tributos e encargos. A busca de sugestões nas bases da categoria será implementada, num processo de maior interação pretendido pela diretoria empossada.
Durante o encontro, um dos temas extra-pauta levantados foi o da crise que alcança os hospitais psiquiátricos, sobretudo pela baixa remuneração. Há o temor do fechamento das últimas unidades especializadas ou redução de leitos ao sistema público, o que pode ter conseqüência direta nos demais hospitais, com tendência de serem levados a absorver a demanda de pacientes crônicos desassistidos. A situação do setor foi apresentada pela diretora da área de psiquiátricos, Maria Emília Mendonça, de Maringá, que fez referência à expectativa dos hospitais quanto a um pedido de suplementação das diárias feito ao governo estadual, em condições semelhantes às assumidas pela Prefeitura de Curitiba. O governo do estado, contudo, vem retardando uma posição.
A reunião teve a participação do presidente Arthur Leal Neto e dos vices Fahd Haddad, Renato Merolli e Charles London, além dos diretores Luis Rodrigo Milano, Odonir Negrelle, Eduardo Blanski, Ludi Luiz Sartor, Eliane Cornelsen, Maria Emília Mendonça, Marilise Borges Brandão e Maçazumi Furtado Niva. Luiz Carlos Lopes, do Sindicato de Cornélio Procópio, e Luiz Boligon e seu sucessor na presidência do Sindicato de Maringá também participaram dos trabalhos.