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Hospitais Sírio e Einstein ampliam atendimento

O conceito de turismo de saúde tem gerado polêmica junto às diversas empresas que atuam no setor. Mas apesar da resistência de várias entidades em abraçar essa nomenclatura para identificar a oferta de serviços a visitantes estrangeiros, é certo que as grandes empresas já atuam no segmento.
O Hospital Sírio-Libanês tem investido pesado para internacionalizar sua oferta de serviços. Segundo Manoel Peres, diretor técnico hospitalar, os custos de procedimentos médicos no Brasil, em relação ao mercado americano, chegam a ser 50% a 60% mais baratos, por isso existe uma busca natural por parte de pacientes estrangeiros.
”A maioria vem de países da América Latina, como Bolívia, Peru, Venezuela e Uruguai. Em particular para procedimentos complexos.” Em 2006 foram atendidos 854 pacientes estrangeiros, com receita 149% superior no primeiro semestre, comparado com mesmo período de 2005.
Para ampliar esse resultado, além de participar do Consórcio Saúde Brasil, o Sírio-Libanês coloca no ar nos próximos dias, um site em três idiomas (português, inglês e árabe) com informações sobre seus serviços. A maioria dos clientes procura tratamentos oncológicos, cirurgias urológicas e cardíacas e, eventualmente, tratamento estético.
O Hospital Israelita Albert Einstein criou o Capi – Centro de Apoio ao Paciente Internacional para atender e dar suporte ao paciente estrangeiro que reside ou viaja ao Brasil. Com equipe fluente em inglês e espanhol, o Capi oferece apoio em tradução, hospedagem, translado, assistência, administração e finanças.
O centro tem apresentado aumento progressivo no número de atendimento. No ano passado, registrou 1.254 estrangeiros, número já superado este ano, com 1.426 pacientes até agosto. A maioria desses pacientes vem ao Brasil, provenientes dos Estados Unidos, França, Alemanha, Inglaterra e América Latina, para cirurgias de alta complexidade, nas áreas de neurologia, cardiologia, traumatismo e oncologia.
O Albert Einstein atribui o aumento no número de pacientes aos constantes investimentos em profissionalização. Recentemente, a entidade recebeu, pela terceira vez consecutiva, a acreditação do Joint Comission International (JCI), maior certifica-dora não-governamental de saúde no mundo. Essa certificação foca a assistência e segurança dos pacientes, não se limitando às questões tecnológicas e de infra-estrutrura. A JCI realiza a acreditação desde 1953 e o Brasil é o único país da América Latina a ter hospitais acreditados.

Spas
O setor de spas também aposta no crescimento da demanda internacional. Segundo Dieter Grepohl, dono da Clínica Naturalista Lapinha, há 34 anos no mercado, são poucos os estrangeiros que buscam os serviços de spas brasileiros, menos de 25% de seus clientes.  "Temos consciência que o Brasil tem a limitação da língua e nisso a Índia leva vantagem", diz. "Mas excelência em serviços e efetividade nós temos". Só falta investir em educação.