Nova crise se instalou no atendimento médico-hospitalar público de Ponta Grossa. Desta vez, na área de saúde mental. O Hospital Psiquiátrico Franco da Rocha, que funciona há 37 anos, atendendo a demanda de 150 municípios, fechou ontem. A direção alega que os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) não são suficientes.
O Hospital, que chegou a ter 400 leitos, reduziu o número pela metade nos últimos meses. Quase todo atendimento é feito pelo SUS. Apenas três pacientes continuavam internados no início da noite de ontem. Um deles deve ser encaminhado hoje para os familiares e os outros dois para uma instituição espírita.
Para a gerente geral do Hospital Franco da Rocha, Carla Hoffmann, as exigências do federal e o não reajuste dos valores pagos pelo SUS já vêm, ao longo dos últimos 10 anos, inviabilizando os hospitais psiquiátricos em todo o País. A política de saúde mental do atual governo, segundo ela, só agravou a situação. ”Inviabilizaram os hospitais antes de criar alternativas”, criticou.
O diretor de Sistemas em Saúde da Secretaria da Saúde, Gilberto Martin, disse que o governo propôs, em reunião na tarde de ontem, que o hospital reduza o número de leitos para 160. O Estado manteria o teto de R$ 205 mil, o que daria certo fôlego financeiro ao hospital.
Andréa Lombardo
Equipe da Folha