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Reajustes do SUS aquém das expectativas dos hospitais

Dois meses depois de suspender a decisão do seu antecessor Humberto Costa, o ministro da Saúde, Saraiva Felipe, reajustou a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a classe médica e os administradores e dirigentes hospitalares ficaram decepcionados com a medida, que tem vigência a partir de da referência de setembro. Segundo o presidente da Confederação Nacional da Saúde (CNS), José Carlos Abraão, os valores de repasse fixados na nova tabela não condizem com o que foi combinado com o próprio ministro, na semana passada. José Francisco Schiavon, presidente da FEHOSPAR, também entende que o reajuste é insignificante frente às necessidades e que a grande maioria dos procedimentos continuará deficitário, elevando o quadro de angústia da rede prestadora de serviços. O presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Antônio Brito, disse que o setor poderá entrar em colapso mesmo com o novo reajuste. A tabela foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira.

Sob o argumento de que faltam recursos financeiros, Saraiva Felipe resolveu alterar apenas os valores das diárias de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), dos 12 tipos de partos que podem ser feitos pelo SUS, do tratamento de hemodiálise e da radioterapia. Ficaram sem reajustes os valores do tratamento ortopédico e os honorários da consulta médica.

O Ministério da Saúde divulgou o impacto financeiro que o novo reajuste terá no orçamento da pasta será de R$ 226 milhões. A correção na tabela feita pelo ex-ministro Humberto Costa, em julho, e que foi suspensa por Felipe, causaria um impacto financeiro de R$ 402,1 milhões.

No mês passado, Saraiva Felipe havia garantido, em São Paulo, que não concederia o reajuste neste ano para não comprometer o orçamento do ministério, que é de R$ 40 bilhões. Na semana passada, depois dos apelos dos médicos, ele resolveu corrigir a tabela. “Mas está aquém do que esperávamos. Isso demonstra que o governo federal não investe em saúde como deveria”, criticou o presidente da CNS, José Carlos Abraão. A entidade congrega todas as instituições de saúde, inclusive clínicas e hospitais.

Para o presidente da CMB, Antônio Brito, o novo reajuste não salvará os hospitais filantrópicos e as santas casas de misericórdia, que respondem por 38% do atendimento pelo SUS, da crise em que se encontram. Os dirigentes das santas casas também estão descontentes porque Felipe suspendeu a portaria que aplicava o Programa de Reestruturação e Contratualização dos Hospitais Filantrópicos no SUS. O programa, assinado por Humberto Costa, atual secretário de Comunicação do PT, investiria R$ 200 milhões na rede de hospitais que operam como filantrópicos.

Com a nova tabela, os honorários dos profissionais de saúde que atuam em partos foram reajustados em 4%. Os valores dos partos tiveram reajuste de 13% e repasses para procedimentos de hemodiálise aumentaram 10% agora e subirão mais 4% em janeiro. Procedimentos ambulatoriais e internações não sofreram reajustes.

A maior queixa dos hospitais é que a tabela ficou sem qualquer reajuste de 1994 a 2002, chegando a acumular déficit de até 110%, considerando a inflação setorial medida oficialmente. Antônio Brito disse o­ntem que mais de mil hospitais filantrópicos estão sendo prejudicados com a gestão de Saraiva Felipe. “O setor está entrando em colapso. Isso implicará o contínuo fechamento de hospitais filantrópicos no Brasil”, afirmou. Os hospitais beneficentes acumulam dívidas superiores grandes, especialmente com fornecedores e bancos, segundo a CMB.  Atualmente, existem no Brasil 2.100 entidades filantrópicas hospitalares (sendo a maioria santas casas de saúde). Só em São Paulo são 447 instituições. A Federação das Santas Casas do Estado de São Paulo disse que vai ingressar com ações judiciais, caso as negociações não levem a uma nova correção da tabela.


Como ficam alguns dos valores

Procedimento   Quanto Custava   Novo Preço


Parto Normal            R$291,15            R$317,19

Parto com Manobras  R$289,87            R$315,81

Cesariana                R$402,83            R$443,68

Diária da UTI           R$197,83            R$213,71

 
(Notícia do site do MS)
Governo reajusta tabela do Sistema Único de Saúde

O Diário Oficial da União publicou segunda-feira (12) os valores referentes à nova tabela de serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foram alterados os valores de 12 procedimentos de partos que podem ser feitos pelo SUS, três procedimentos de diárias de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), dez procedimentos de hemodiálise e 26 procedimentos em radioterapia.

De acordo com o ministro da Saúde, Saraiva Felipe, o reajuste médio desses procedimentos foi de 10% e o impacto anual dos reajustes será de cerca de R$ 226 milhões no orçamento do ministério. Segundo ele, o reajuste não foi maior porque o orçamento do ministério já está esgotado.

“O reajuste está sendo dado dentro do que o orçamento do Ministério da Saúde comporta. Tem dois meses que eu assumi, tem um orçamento em execução e estouraram o orçamento além da Lei de Responsabilidade Fiscal para qualquer ente governamental”, afirma o ministro.

Saraiva Felipe informou que já agendou uma reunião para este mês com as comissões tripartites, que reúnem o governo federal, os estados e os municípios, para discutir novos reajustes da ordem de R$ 268 milhões a mais por ano para os estados e municípios.

(Por Irene Lôbo, Repórter da Agência Brasil/Site do Ministério da Saúde)

PORTARIAS

A íntegra das normas legais pode ser visualizada no Diário Oficial da União (www.dou.gov.br)

 

PORTARIA Nº 1.612

(DE 9 DE SETEMBRO DE 2005)

Aprova as Normas de Funcionamento e Credenciamento/ Habilitação dos Serviços Hospitalares de Referência para a Atenção Integral aos Usuários de Álcool e outras Drogas.

 

PORTARIA Nº 1.615

(DE 9 DE SETEMBRO DE 2005)

Altera os valores de remuneração de procedimentos constantes do Grupo 27 – Terapia Renal Substitutiva, da Tabela de Procedimentos do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS – SIA/SUS.

 

PORTARIA Nº 1.616

(DE 9 DE SETEMBRO DE 2005)

Estabelece recursos a serem incorporados ao limite financeiro anual destinado ao custeio da Terapia Renal Substitutiva, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios em Gestão Plena do Sistema Municipal.

 

PORTARIA Nº 1.617

(DE 9 DE SETEMBRO DE 2005)

Altera os valores de remuneração de procedimentos constantes do Grupo 28 – Radioterapia, da Tabela de Procedimentos do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS – SIA/SUS, e dá outras providências.

 

PORTARIA Nº 1.618

(DE 9 DE SETEMBRO DE 2005)

Estabelece recursos a serem incorporados ao Limite Financeiro Anual da Assistência Ambulatorial e Hospitalar de Média e Alta Complexidade, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios em Gestão Plena do Sistema Municipal.

 

SECRETARIA EXECUTIVA

AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE

SUPLEMENTAR

RESOLUÇÃO NORMATIVA – RN Nº 110,

(DE 8 DE AGOSTO DE 2005)

Dispõe sobre a Tabela Única Nacional de Equivalência de Procedimentos – TUNEP para fins de Ressarcimento dos atendimentos prestados aos beneficiários de planos privados de assistência à saúde, por instituições públicas ou privadas, integrantes do Sistema Único de Saúde – SUS. A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar

 

PORTARIA Nº 364

(DE 18 DE AGOSTO DE 2005)

O Secretário Executivo do Ministério da Saúde, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto no artigo 1º, da Portaria MS Nº 115, de 14 de janeiro de 2005, e Considerando a necessidade de ajustar as dotações orçamentárias

do Fundo Nacional de Saúde – FNS, de acordo com as informações e justificativas constantes do processo nº

25000.127218/2005-54, com vistas a celebração de convênios com Estados, Municípios, Organismos Internacionais, bem como reforçar dotações aplicadas diretamente, resolve:

Art. 1º- Promover na forma do anexo a esta Portaria, em consonância ao estabelecido no inciso II, do artigo 64, da Lei nº

10.934, de 11.08.2004 (LDO-2005), a alteração de modalidade de aplicação de dotações orçamentárias aprovadas na Lei Orçamentária

Anual (LOA) n.º 11.100, de 25.01.2005.

JOSÉ AGENOR ÁLVARES DA SILVA

 

 

 

 

PORTARIA Nº 1.614

A Portaria 1.614 definiu o montante de R$ 95,294 milhões anual para ser incorporado ao limite financeiro anual da Assistência Ambulatorial e Hospitalar (média e alta complexidade) de estados e municípios de gestão plena. Deste total, R$ 5,533 milhões são para o Paraná. O valor mensal é de R$ 7,941 milhões, sendo mR$ 461.120,52 para o Paraná.