O Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into), do Ministério da Saúde, anunciou esta semana, no Rio de Janeiro, uma técnica cirúrgica inédita no Brasil, aliando o Arco em C tridimensional, equipamento que permite imagens em 3D, com navegação baseada no conceito do Sistema de Posicionamento Global (GPS). A cerimônia de inauguração dos equipamentos contou com as presenças do ministro da Saúde, Agenor Álvares, e do diretor do Into, Sérgio Côrtes.
Dentro do centro cirúrgico, o Arco em C tridimensional é uma espécie de tomografia computadorizada dinâmica. O aparelho permite que observar ao monitor todo o procedimento cirúrgico, em tempo real. Permite, dessa maneira, realizar cirurgias minimamente invasivas e acelerar a reabilitação do paciente. O método possibilita maior precisão na técnica cirúrgica na colocação das próteses de quadril e joelho e nas cirurgias para fraturas do fêmur do idoso, da pelve e do acetábulo.
A técnica inédita também facilita a colocação da haste intramedular de ossos longos, para fixação de fraturas do fêmur e tíbia.
O Into é o único hospital público do país aparelhado com o Arco em C tridimensional. Outra unidade desse equipamento avançado é encontrada somente em um hospital particular, no Rio Grande do Sul.
O ministro Agenor Álvares disse que a implementação da nova técnica no Into “demonstra que o governo está atento aos institutos de referência e à qualificação do serviço”. Ele complementou que esta “é mais uma medida de amparo ao sistema de saúde do Rio de Janeiro e uma mostra de preocupação do governo federal com a saúde e a auto-estima da população do Estado”.
Avanço
Para o Into, instituto de referência nacional de cirurgias ortopédicas de alta complexidade, o sistema é um avanço para os pacientes, que ficarão menos expostos às infecções de trauma cirúrgico, além da reduzir o tempo de internação em 50%, o que permite maior rotatividade de leitos. Em comparação com técnicas de cirurgias tradicionais, o novo procedimento reduz o quadro de sangramento em 70%. A associação do Arco C tridimensional com a navegação irá melhorar a qualidade no atendimento no serviço de trauma, que, neste ano, deve alcançar 26% do volume cirúrgico total da instituição, que é de 5.370.
Na navegação, a imagem digitalizada pelo computador elimina ainda a exposição dos profissionais aos Raios-X. São colocados pontos de referência na câmera, no paciente e no cirurgião, detectados pelo infra-vermelho. O uso contínuo de aparelhos de Raios-X pode causar alterações dos glóbulos brancos, catarata, radiodermia, leucopenia e até câncer nos profissionais.