Os acidentes de trânsito em rodovias brasileiras demandaram o montante de R$ 24,6 bilhões, entre os anos de 2004 e 2005. Os recursos foram para cobrir gastos com cuidados em saúde, desde os primeiros socorros até o atendimento em hospitais e tratamentos, remoção das vítimas, perda de produção e danos aos veículos. Deste total, R$ 16,5 bilhões são referentes a acidentes nas rodovias estaduais, enquanto que nas federais o custo foi reduzido a menos da metade, cerca de R$ 8,1 bilhão.
As informações foram divulgadas, ontem, durante a apresentação dos resultados finais do projeto ”Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Rodovias Brasileiras”, em Brasília. O estudo foi encomendado ao Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea) pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e apresenta os custos dos acidentes no País de acordo com as classes de rodovias, nas diferentes regiões, para as diversas categorias de veículo e ainda, segundo a gravidade do acidente.
A rodovia federal mais perigosa apontada pelo projeto foi a BR-381, com o total de 7.420 acidentes, 4.113 feridos e 297 mortos. A rodovia aparece encabeçando a lista porque apresenta o maior índice de periculosidade (acidentes/quilômetro) que foi de 8,34. A rodovia com o maior número de mortos foi a BR-101, com 1,060, seguida pela BR-116 com 1.030. Além disso, a região que mais gastou dinheiro com acidentes em rodovias federais foi a Sudeste, cerca de R$ 3,1 bilhão, seguida do Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.
Em 2005, morreram no local do acidente 6.352 pessoas, segundo registros da Polícia Rodoviária Federal. No entanto, o Ipea também considerou no estudo o número de pessoas que faleceram em decorrência dos acidentes, subindo o total para 10.422 mortos.
De acordo com a nota enviada a imprensa pela assessoria de imprensa do Denatran, a pesquisa vai nortear os órgãos envolvidos na realização de melhorias, servir de subsídio para a geração de políticas públicas e para a execução de projetos e ações diretas para redução dos acidentes nas rodovias brasileiras.
O projeto, que durou cerca de um ano e meio para ser concluído, ainda levantou que o custo médio do acidente com feridos fica em torno de R$ 90 mil, já com vítimas fatais aumenta para R$ 421 mil.