A partir do ano que vem, os dois principais hospitais filantrópicos de Ribeirão Preto que atendem pelo SUS (Sistema Único de Saúde), Santa Casa e Beneficência Portuguesa, poderão ter metas de atendimento de urgência e emergência impostas pela prefeitura.
A proposta deve integrar um plano de atendimento que o governo da prefeita eleita, Dárcy Vera (DEM), pretende implantar na cidade em
Se o plano for implantado, os hospitais passariam a receber subvenção da prefeitura de acordo com os atendimentos prestados, o que não acontece atualmente. "Queremos dizer aos hospitais que este governo está ao lado deles. Mas o que nós precisamos fazer é atrelar a subvenção municipal ao cumprimento de metas", disse Saquy, que assumirá a Secretaria de Governo em 2009.
Hoje, segundo a Secretaria da Saúde de Ribeirão, Santa Casa e Beneficência Portuguesa recebem R$ 100 mil mensais da prefeitura e o pacto vale até o final deste ano. A capacidade de atendimento nos dois filantrópicos, no entanto, é informada pelos hospitais à central de regulação de vagas da prefeitura e do DRS por telefone.
"O que precisamos, e todos concordam, é de uma central de regulação única. Eu preciso ter na tela do computador, em tempo real, quantas vagas existem nos hospitais. O Estado tem um sistema pronto para fazer isso e nós precisamos implementá-lo", disse Saquy.
Dácio Campos, provedor da Santa Casa, afirmou que o hospital não se opõe à divulgação dos leitos disponíveis pela internet, mas defendeu aumento do subsídio municipal a partir do ano que vem. "Nós precisaríamos de, no mínimo, R$ 220 mil por mês da prefeitura, sem contar a verba que estamos negociando com o Estado, para não termos problema", disse.
O diretor-técnico da Beneficência, José Victor Nonino, não foi achado ontem para comentar o assunto. Uma nova reunião acontece quarta-feira.