O Hospital Regional de Paranavaí será inaugurado no próximo dia 23 com 80% de suas instalações concluídas. O aumento da demanda por atendimento na Santa Casa, o único hospital da cidade, apressou a decisão de antecipara a abertura do empreendimento. “Vamos fazer o hospital funcionar o mais rápido possível. A população dessa região precisa de leitos”, diz Renato Platz Guimarães, presidente da Santa Casa, instituição que vai administrar o Hospital Regional. A capacidade de atendimento da Santa Casa está esgotada.
As obras de conclusão da obra estão em ritmo acelerado, com instalação de elevadores, equipamentos de oxigênio e ar comprimido e parte da mobília. “As instalamos as camas de UTI. Estamos terminando de montar os móveis. Depois basta fazer a limpeza para fazer a inauguração”, conta Guimarães. A pretensão de se instalar usina de oxigênio no hospital, o que reduziria os custos de manutenção, foi afastada em função da necessidade de colocar a instituição em funcionamento em caráter imediato. O fornecimento de oxigênio será feito por empresa especializada.
“Futuramente a gente pode pensar em uma usina de oxigênio, o que seria muito bom, mas não no momento. Demora muito para instalar e o hospital realmente precisa funcionar logo”, frisa Guimarães, apontando para preocupação com o aumento da capacidade de atendimento hospitalar do município. Como não há tempo para a realização de exame seletivo para a contratação de funcionários, inicialmente o Hospital Regional vai funcionar com o quadro da Santa Casa. “Pensamos em nomear uma equipe de profissionais para fazer a seleção”, diz o presidente da Santa Casa.
O hospital está sendo equipado para prestar atendimento de alta complexidade nas mais diversas áreas. “Acredito que dentro de um ano estaremos com uma boa equipe voltada para casos mais graves. Inclusive, o neurocirurgião que vai trabalhar no hospital está em Paranavaí”, lembra.‘Benefícios, mas não milagres’. O presidente da Santa Casa e gestor do Hospital Regional, Renato Platz Guimarães, diz que as comunidades de Paranavaí e dos municípios da região podem ter boas expectativas em relação aos serviços da instituição, mas reconhece a impossibilidade de atender a demanda reprimida.
“Vamos amenizar os problemas, mas acredito que se tivéssemos 1000 leitos hoje em Paranavaí ainda precisaríamos de mais. Temos cirurgia marcada para setembro e outubro”, diz Guimarães, acrescentando que um “novo hospital traz benefícios, mas não faz milagres”. Hoje, a capacidade de atendimento da Santa Casa é insuficiente para atender a demanda de forma digna. “No momento contamos apenas com quatro salas cirúrgicas”, afirma Guimarães, lembrando que o inesperado sempre compromete o atendimento hospitalar.
“Quando temos uma cirurgia previamente marcada chega um acidentado.É complicado. Temos que dar prioridade àquele que corre mais riscos”, diz. O atendimento a pacientes de diversas cidades da região ajuda a sobrecarregar a capacidade de serviço da Santa Casa.
As Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) também dificultam o atendimento na Santa Casa, que recebe mais solicitações de internação do que deveria. “Atualmente recebemos 300 autorizações a mais do que podemos atender. Como resultado, o hospital não suporta e afunda financeiramente”, explica. Mas os problemas com AIHs devem ser resolvidos em breve, já que o governo federal estuda mudanças no sistema de autorizações.