A sustentabilidade dos hospitais privados do Paraná está sob forte pressão macroeconômica e comercial. Dados do Sindipar revelam que a inflação médica do setor atingiu a faixa entre 13% e 15% e precisou ser totalmente absorvida pelas instituições prestadoras, uma vez que o reajuste máximo autorizado pela ANS para os planos individuais foi limitado a 6,06%. Paralelamente, o reajuste dos planos coletivos repassado pelas operadoras tem ficado muito abaixo da inflação setorial, pressionando as margens operacionais dos hospitais.
Esse desequilíbrio é agravado pela taxa Selic a 15%, que elevou drasticamente o custo de captação de capital de giro. Como consequência direta, o Brasil registrou o recorde histórico de 5.600 pedidos de recuperação judicial de hospitais em 2025, situando o Paraná entre os cinco estados líderes desse ranking. 📊
Mesmo sufocados, dados apontam que os hospitais aumentaram a produtividade, reduzindo a internação média para 3,66 dias e elevando a ocupação para 80%.
Diante desse cenário, o Sindipar pretende ampliar o debate institucional sobre o tema e buscar diálogo com representantes dos três poderes, além de órgãos reguladores e lideranças do setor. 🤝 Representando cerca de 5 mil serviços de saúde em 70 municípios paranaenses, a proposta do sindicato é construir mecanismos que garantam maior previsibilidade financeira, mais equilíbrio na relação entre operadoras e prestadores e maior fluidez nos pagamentos hospitalares. 🏥